Equipamentos de moagem
Essa transformação melhora o aproveitamento dos minerais e torna os processos subsequentes mais eficientes.
Como o processo exige alta resistência ao impacto, abrasão e compressão, muitos desses equipamentos podem ser fabricados com aços especiais como QUARD® e QUEND®.
Esses materiais garantem maior durabilidade e segurança estrutural para as peças críticas, como revestimentos internos, componentes de trituração e bases de sustentação.
Benefícios
Adotar equipamentos de moagem fabricados com materiais de alta performance traz ganhos operacionais claros.
O uso de aços como QUARD, com elevada dureza superficial, reduz o desgaste em componentes sujeitos à abrasão constante. Isso resulta em maior vida útil e menor necessidade de substituições frequentes.
Já o QUEND, com alto limite de escoamento, é ideal para estruturas que precisam combinar leveza com resistência mecânica.
Além disso, esses materiais facilitam os processos de corte, soldagem e conformação, agilizando a fabricação e reduzindo o tempo de montagem dos equipamentos. A eficiência resulta em menor tempo de parada e mais produtividade.
Principais aplicações
Os equipamentos de moagem estão presentes em praticamente todas as etapas do beneficiamento de minérios.
Após a britagem, a moagem é utilizada para reduzir ainda mais a granulometria das rochas, preparando o material para as fases de concentração e separação mineral.
Essas máquinas também são usadas na indústria química, no setor de cerâmicas, cimento e calcário, além de aplicações industriais em que é necessário pulverizar materiais para usos específicos.
A versatilidade permite ajustar o tipo de moinho conforme a granulometria desejada e a composição do material.
Características
Cada equipamento de moagem é projetado para atender necessidades específicas de operação.
Moinhos de bolas e barras realizam a moagem por impacto e atrito. Moinhos SAG e AG usam o próprio minério como meio moedor. Já os moinhos de rolos e impacto são indicados para materiais mais friáveis ou de baixa dureza.
Os moinhos também podem operar em circuito aberto ou fechado. A moagem a seco é escolhida quando o material é sensível à umidade.
A moagem a úmido oferece vantagens como menor consumo de energia e melhor controle da granulometria. A escolha do equipamento considera tanto o tipo de material quanto o destino do produto final.
Informações adicionais
A moagem representa uma das etapas mais custosas do tratamento de minérios. Isso ocorre porque a energia necessária para reduzir a granulometria é elevada, especialmente quando se busca uma partícula mais fina.
Por isso, é importante escolher máquinas adequadas e realizar manutenção constante.
Os componentes críticos dos moinhos precisam resistir ao desgaste e ao impacto. Revestimentos internos, discos, martelos e rolos podem ser fabricados com QUARD 450 ou 500.
Estruturas sujeitas a cargas dinâmicas, como eixos e suportes, têm melhor desempenho com QUEND 700 ou 900. Isso garante estabilidade, mesmo em operações de longa duração.
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Perguntas frequentes sobre Equipamentos de moagem
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Moagem é a etapa do beneficiamento mineral que tem como objetivo reduzir o tamanho das partículas de minério.
Após a britagem, é a moagem que leva o material a um nível de finura suficiente para permitir a separação eficaz dos minerais valiosos.
Essa redução de granulometria aumenta a superfície de contato das partículas, o que facilita processos subsequentes como a lixiviação, flotacão e concentração magnética. A moagem também pode adequar o minério para uso industrial direto ou transporte por minerodutos.
Existem vários tipos de moinhos usados na etapa de moagem, cada um com características próprias. Os moinhos de bolas são os mais comuns e operam com esferas de aço que giram dentro de um tambor cilíndrico.
Os moinhos de barras são parecidos, mas utilizam barras como meio moedor. Moinhos SAG e AG não usam corpos moedores externos, aproveitando o próprio minério para fragmentação.
Há também moinhos de martelos, discos e rolos, usados conforme a aplicação. A escolha do equipamento depende da dureza, abrasividade e tamanho inicial das partículas.
Os tipos de moagem são classificados principalmente pelo meio utilizado e pelo circuito de operação. A moagem a seco é usada para materiais sensíveis à água ou que precisam manter certas propriedades.
A moagem a úmido é mais eficiente e comum, pois reduz a poeira e melhora a eficiência energética.
Quanto ao circuito, pode ser aberto, quando o material passa uma única vez pelo moinho, ou fechado, com o uso de classificadores que retornam partículas grossas ao sistema. A escolha varia de acordo com o controle granulométrico desejado.
O superaquecimento durante a moagem pode ser causado por diversos fatores, como velocidade excessiva de rotação, atrito elevado entre os corpos moedores e o minério, ou mesmo falhas na lubrificação dos componentes internos.
Quando o calor gerado não é dissipado adequadamente, a temperatura interna sobe, comprometendo o desempenho do equipamento e aumentando o desgaste das peças. Em casos mais graves, pode haver trincas ou falhas estruturais.
Monitorar a temperatura e realizar ajustes operacionais é essencial para prevenir esse tipo de problema.
A velocidade de rotação é um dos principais fatores que afetam a eficiência dos equipamentos de moagem.
Velocidades muito baixas resultam em pouca energia transmitida ao material, reduzindo a taxa de fragmentação. Já velocidades excessivas podem levar ao efeito centrífugo, onde os corpos moedores aderem à parede interna do tambor, prejudicando o impacto.
Existe uma faixa ótima de velocidade que equilibra impacto, atrito e energia transmitida, maximizando a produtividade. Manter a rotação dentro desse intervalo é fundamental para um bom desempenho.
A manutenção preventiva tem papel essencial na confiabilidade e longevidade dos moinhos. Verificações periódicas evitam falhas graves, reduzem paradas inesperadas e aumentam a disponibilidade operacional.
Substituir componentes desgastados no momento certo é mais econômico do que lidar com quebras estruturais.
O uso de materiais como QUARD e QUEND nos componentes críticos reduz a frequência das manutenções.
Um plano bem estruturado, com checklists, lubrificação adequada e inspeções visuais, garante mais produtividade e segurança para a planta industrial.